[Conto] O Sentido da Vida
Era uma agradável tarde. Os bancos na praça estavam ocupados por pessoas que apreciavam a natureza, a própria companhia ou a presença de entes queridos com os quais compartilhavam segredos, causos e sorrisos. A brisa suave naquela fresca primavera parecia fazer os pensamentos flutuarem, os sonhos voarem, as imaginações subirem ao mundo dos desejos. Sentada solitariamente, praticando um de seus hobbies prediletos, Fátima observava as cenas que inspiravam seus intentos e lhe ofertavam profundas reflexões, não pôde deixar de notar as inocentes crianças que corriam de um lado ao outro, que brincavam livres e despreocupadas dos preconceitos que os adultos deixam dominar seu modo de viver. Lembrou-se de quando era como elas, quando ainda acreditava na eterna diversão que a vida aparentava ser, quando cultivava sonhos mirabolantes para o futuro como acabar com as guerras e não permitir que mais ninguém morresse de fome. Recordou-se das tardes de inverno que passava na casa da avó...